quarta-feira, 27 de março de 2013

Trabalho é a principal causa de estresse entre as pessoas

Problema pode prejudicar a saúde e favorecer a adoção de maus hábitos

   
Um estudo feito pela Mind, instituição inglesa beneficente que auxilia cerca de 250 mil indivíduos com distúrbios mentais anualmente, descobriu a causa número um de estresse na vida das pessoas: o trabalho. Para chegar à conclusão, eles contaram com dois mil voluntários que foram submetidos a entrevistas. Embora o trabalho seja uma reclamação constante do dia a dia, os especialistas não imaginavam que superaria situações estressantes enfrentadas diante de problemas de saúde ou financeiros.

Após conversar com os participantes, os resultados mostraram que 34% deles consideravam o trabalho o fator mais estressante de suas vidas. Problemas de saúde eram a principal preocupação de 17% deles e dificuldades financeiras representavam o maior responsável pelo estresse de 30% deles. A análise mostrou ainda que um ambiente de trabalho estressante levou 7% dos entrevistados a pensar em suicídio e desencadeou ansiedade em 18% deles. Vale lembrar que estudos anteriores já mostraram forte relação entre estresse e risco de ataque cardíaco.

O estresse também funciona como um gatilho para a adoção de maus hábitos, como a ingestão excessiva de álcool. De acordo com a pesquisa, três em cada cinco pessoas bebe após o trabalho e um em cada sete bebe durante o expediente para aliviar a tensão. Outros problemas comuns decorrentes do estresse são tabagismo, uso de antidepressivos, uso de pílulas para dormir e ingestão de remédios prescritos para dormir.

Outros dados importantes apontaram que um a cada cinco indivíduos fica doente por conta do estresse, mas 90% deles deram diferentes razões aos superiores para justificar a falta. Além disso, um em cada 10 pessoas larga o emprego pelo estresse e um em quatro já pensou em fazê-lo por conta da pressão.

Diminua o estresse no trabalho
Você promete todas as manhãs que naquele dia não vai se estressar no trabalho, mas não consegue atingir essa meta? Invista nessa rotina antiestresse para conseguir relaxar no trabalho e aumentar sua produtividade:
 
Na hora do estresse, pense positivo! O pior que se pode fazer em um momento de estresse é tentar ignorá-lo. Fingir que nada está acontecendo e continuar suas atividades pode apenas agravar os sintomas, que podem evoluir para uma crise de estresse mais grave.

Por isso, o psicólogo Lucio Novais recomenda que, em qualquer situação de estresse, o ideal é pensar em algo que o acalme. "Visualize algo agradável, que o tranquilize", sugere.

Porém, no meio de uma situação estressante, é muito difícil pararmos para imaginar os pensamentos mais adequados e positivos, assim como cenas agradáveis para substituir os ansiógenos - agentes causadores da ansiedade e do estresse. "Esses pensamentos já devem ser planejados anteriormente, para que a pessoa possa utilizá-los no momento, sem ter que ficar procurando o que pensar", afirma o especialista.

No momento de estresse e ansiedade, Lucio recomenda que você diga para si mesmo coisas como "já senti isso antes e até hoje nada de grave me aconteceu", "se conseguir mudar meus pensamentos e relaxar, começarei a me sentir melhor" ou "eu posso controlar meu estresse". Se acalme, respire fundo e pense em algo agradável.
Acorde livre do estresse - Foto Getty ImagesAcorde livre do estresse
Você é do tipo que acorda já pensando em todas as situações desgastantes que terá de enfrentar no decorrer do dia, ficando estressado logo pela manhã? Pois saiba que o melhor remédio para isso é, além de bons pensamentos, uma respiração correta. De acordo com o psicólogo Lucio Novais, esse é um dos primeiros passos para um relaxamento e controle do estresse excessivo.

Veja aqui o passo a passo de um exercício de respiração que pode ser feito logo ao acordar:
1. Inspire lentamente pelas narinas, contando até três.
2. Prenda a respiração, também contando até três.
3. Expire lentamente pela boca, contando até seis.
4. Ao inspirar faça com que o ar passe pelo diafragma e encha o abdôme.
5. Mantenha por três segundos inflado dessa maneira.
6. Ao eliminar o ar, faça com que o abdômen vá se encolhendo cada vez mais, até que fique totalmente esvaziado.

Repita essa forma de respirar por cinco ou seis vezes seguidas. Ela produzirá uma redução na ansiedade.
Trânsito mais tranquilo - Foto Getty ImagesTrânsito mais tranquilo
Não tem nada pior do que sair de casa e logo de cara já enfrentar aquele engarrafamento. Para quem sofrem com o estresse no trânsito, existem muitas opções eficazes de relaxamento:

- Procure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer. Ficar irritado e ansioso não vai resolver seus problemas.
- Faça exercícios de respiração profunda e alongamentos leves, como girar o pescoço e movimentar os braços e pernas, sempre quando o carro estiver parado.
- Aproveite o tempo dentro do carro. Ouça áudio-livros, exercite um idioma que esteja aprendendo, ouça as suas músicas favoritas.
- Fique atento à sua postura. Muitas vezes, a postura incorreta dentro do carro pode acarretar dores, que contribuem para o aparecimento ou agravamento do estresse. O assento deve permitir mudanças frequentes de postura, deve estar na altura correta e o encosto não pode estar muito inclinado. Também cuide para que os seus braços não fiquem muito encolhidos ou esticados.
trabalho - Foto Getty ImagesDurante o trabalho
Situações de confronto no trabalho, tais como as críticas, são geralmente incômodas. "Ouvir do seu chefe, por exemplo, uma avaliação não muito positiva a respeito de sua produtividade na empresa gera, em algum nível, uma ativação emocional", diz o psicólogo Lucio Novais.

Por isso, durante o trabalho, é sempre bom tentar pensar de modo positivo, vendo o lado bom das coisas. De acordo com o psicólogo, se algo o incomoda, procure falar sobre o assunto de uma maneira calma e assertiva. Se alguém o magoar em seu trabalho, converse com a pessoa de modo calmo sobre os seus sentimentos.

"Não se preocupe com problemas sem importância e reflita sobre o fato de que, na verdade, poucas coisas importam tanto a ponto de merecerem toda a sua preocupação e sacrifício", alerta Lucio. Por isso, não assuma mais responsabilidades do que pode dar conta, aprenda a dizer "não" e entenda que todo problema tem fim, pois nada ruim dura para sempre.

As recomendações sobre postura também valem para o trabalho. Nesses casos, invista em ginástica laboral.
almoço - Foto Getty ImagesHora do almoço
Fazer uma caminhada até o restaurante para almoçar, além de ser benéfico para a saúde, contribui para a diminuição do estresse. De acordo com o clínico geral Filippo Pedrinola, fazer uma caminhada de até dez minutos durante o dia faz com que você se sinta mais desperto e refrescado, reduz o estresse crônico e ainda possibilita interações com outras pessoas e situações, contribuindo para o bem-estar.

Além disso, quando você toma sol, ocorre a liberação de alguns hormônios, como cortisol, que contribui para o alívio do estresse e da ansiedade. Sem contar que ter a percepção correta de manhã, tarde e noite é fundamental para a regulação hormonal e o bem-estar físico e mental.
comer - Foto Getty ImagesO que comer?
Existem alimentos que aliviam os sintomas do estresse e da ansiedade, pois possuem substâncias calmantes, como selênio, zinco, potássio e vitaminas do complexo B. Os principais alimentos ricos nesses nutrientes são nozes, peixes, verduras verde-escuras e banana. Confira a lista completa aqui.

"Também devemos evitar alimentos gordurosos, chocolate, café, sal e refrigerante. Além disso, na hora da refeição, deve-se comer calmamente, conversando com a família ou colegas de trabalho sobre situações agradáveis", explica o psicólogo Lucio Novais.
família - Foto Getty ImagesFinal do dia
Para não sofrer os efeitos das situações estressantes do dia inteiro, acumuladas no fim do dia, o ideal é se ocupar: vá ao cinema, teatro ou shopping; visite ou receba os amigos em casa. "Essas situações contribuem para combater o estresse, que, inclusive, pode refletir na família", conta o psicólogo Lucio Novais.

Também é importante que a família não seja uma causadora de situações estressantes."A família oferece a segurança do amor e da aceitação, é nela que experimentamos novos comportamentos e arriscamos não ser simpáticos, inteligentes, amorosos ou bem-educados o tempo todo", diz Lucio.

Por isso, tenha a cautela de não exagerar na dose e procure ver a família como um refúgio, em vez de um lugar para descontar os problemas. "A qualidade de vida na família é uma questão que envolve lazer, saúde, socialização e afetividade", afirma Lucio.
dormir - Foto Getty ImagesHora de dormir
O momento do sono é um dos mais importantes quando o assunto é controlar o estresse. Existe uma série de hábitos nessa hora que contribuem para um sono de má qualidade, desencadeando o estresse durante todo o dia.

Ao deitar na cama para dormir, é vital: evitar luzes acesas e barulhos que alternem entre altos e baixos, como o da televisão; manter a temperatura do quarto estável; escolher um travesseiro que tenha entre cinco e 10 centímetros de altura, de forma que a coluna fique reta ao deitar; ter um colchão confortável; evitar dormir com animais de estimação e não usar produtos ou materiais sintéticos em mobília e roupa de cama.

Dieta da proteína pode aumentar triglicérides e agravar problemas renais

Entenda os prós e contras da alimentação hiperprotéica





    Conhecida como hiperprotéica, a dieta da proteína tem se tornado popular por auxiliar na perda de peso. No entanto, vale ressaltar que uma dieta feita sem orientação pode ser prejudicial para a saúde, ainda que resulte no emagrecimento. No caso da dieta de proteína, um dos principais malefícios está ligado ao bom funcionamento do cérebro: na falta de carboidratos, a energia fornecida ao órgão pode ser resultante da degradação de proteínas em outras áreas do corpo, como músculos, e até mesmo de gorduras (corpos cetônicos), causando falta de concentração, irritabilidade, dores de cabeça, confusão mental e até desmaios.
Esta dieta é caracterizada pela presença de proteínas em todas as refeições, incluindo lanchinhos extras (intermediários), com maior concentração de proteína e menor concentração de carboidratos. Já a dieta tradicional contém todos estes grupos de maneira equilibrada. Por conta disso, nenhuma dieta restritiva deve ser feita com corte total de carboidrato ou outro grupo alimentar, para que não acarrete em riscos para a saúde.
No caso da dieta de proteína, um dos principais malefícios está ligado ao bom funcionamento do cérebro.
A dieta hiperprotéica, ao pé da letra, proíbe o carboidrato e é baseada em proteína e gordura. E dietas com alta ingestão de gordura (hiperlipídica) podem gerar problemas como o aumento do triglicérides, ainda que tenha gorduras de boa qualidade. Caso a gordura ingerida seja saturada - de origem animal - a dieta pode alterar os níveis de colesterol sanguíneo (LDL). Além disso, se feita por períodos prolongados, o individuo termina apresentando cansaço físico e mental, dores de cabeça, além de um desejo por doce para suprir a carência a nível cerebral, já que o carboidrato é a fonte de energia utilizada para o bom funcionamento do cérebro.
Além disso, a dieta da proteína não é indicada para qualquer pessoa. Quem tem problema renal, por exemplo, precisa ter maior cuidado com o excesso de proteína. Por isso, o ideal é que um profissional seja consultado antes da adoção de qualquer tipo de restrição alimentar, pois só ele saberá indicar qual é o melhor tipo de alimentação de acordo com cada indivíduo.
O ideal é dosar a quantidade de cada grupo alimentar de acordo com cada caso. Uma dieta equilibrada e monitorada pode até conter períodos hiperprotéicos, que intensificarão a perda de peso por solicitar um maior gasto energético durante a digestão, porém devem ter sua quantidade de carboidratos ajustada, para garantir um bom funcionamento cerebral e também para que não ocorra perda de peso predominante em músculo em vez de gordura corporal. Neste caso, o resultado também é bastante positivo: já no primeiro mês de dieta é possível ver o resultado com alterações nas medidas e não na balança.

terça-feira, 19 de março de 2013

INTENSIDADE E DURAÇÃO DO ESFORÇO FÍSICO EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

INTENSIDADE E DURAÇÃO DO ESFORÇO FÍSICO EM AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PREOCUPAM ESPECIALISTAS.



O estudo realizado em Pelotas, RS, “Intensidade e duração dos esforços físicos em aulas de Educação Física”, publicado na Revista de Saúde Pública e comentado no site da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) vem demonstrar a ainda pequena contribuição das escolas para o aumento da atividade física em crianças e adolescentes.

O aumento da prevalência de doenças crônicas não transmissíveis em todo o mundo tem, em parte, sofrido influência do sedentarismo, consequência do estilo de vida adotado por grande parte da população hoje em dia.

Cada vez mais, crianças e adolescentes tem menores oportunidades de praticar atividades físicas, em função da escassez de espaços públicos nas grandes cidades, violência urbana, dificuldade de deslocamento para centros esportivos e falta de recursos financeiros. Por isto a escola é muitas vezes o único espaço que algumas crianças têm para exercitar seu corpo e construir uma vida mais saudável.

Os resultados demonstrados no estudo revelam que o tempo das aulas de atividade física observada é reduzido (em média de 35,6 minutos) sendo que as atividades com intensidades moderadas e vigorosas ocupam apenas um terço deste tempo. Vale reforçar que a escola tem um papel fundamental na formação dos hábitos e estilo de vida dos indivíduos na vida adulta.

Esforços do governo e da sociedade civil devem ser direcionados para que medidas sejam tomadas com o objetivo de melhorar os níveis de atividade física de crianças e adolescentes, a fim de amenizar o aumento crescente de doenças crônicas não transmissíveis e contribuir para a melhora da qualidade de vida desta população.

Científico - Estudo publicado por pesquisadores de Harvard

Estudo publicado por pesquisadores de Harvard revela relação entre consumo de carne vermelha e aumento da mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares.



Para uma alimentação ser considerada saudável além dos valores culturais, sociais, afetivos e sensoriais, é necessária a presença de todos os grupos alimentares, nas proporções adequadas para oferecer todos os nutrientes em quantidades suficientes a fim de atender as necessidades do organismo.

Sabe-se que em relação ao consumo do grupo das carnes a quantidade não deve ser excessiva, pois pode trazer prejuízos a saúde. Pesquisadores da Harvard School of Public Health encontraram uma associação positiva em relação ao consumo de carne vermelha e o aumento de mortalidade por câncer e doenças cardiovasculares, trazendo mais uma evidência consistente sobre esta associação.

Este estudo acompanhou 37.698 homens por 22 anos e 83.644 mulheres por 28 anos. As dietas consumidas foram observadas por questionários a cada quatro anos. Entre os dois grupos foram registrados 23.926 mortes, sendo 5.910 de doenças cardiovasculares e 9.464 de câncer.

Segundo o estudo, o consumo de quantidades regulares carnes não processadas (aproximadamente um pedaço do tamanho de um baralho de cartas diariamente) está relacionado a aumento em 13% do risco de mortalidade enquanto que o consumo diário de carnes processadas (como salsichas e bacon) aumenta o risco em 20%.

terça-feira, 12 de março de 2013

12 alimentos para combater a depressão

Ricos em nutrientes, eles garantem bem-estar e ajudam no tratamento da doença

A depressão é um transtorno mental bastante comum atualmente. Segundo o Ministério da saúde, estima-se que, na América Latina, 24 milhões de pessoas sofram com a doença. Num episódio depressivo a pessoa pode se sentir sem energia, com o humor afetado, sem interesse e sem vontade de fazer tarefas comuns da sua rotina, além dos sintomas físicos como dor de cabeça e dor de estômago. Segundo o nutrólogo Roberto Navarro, nosso cérebro produz substâncias chamadas de neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais. Um destes neurotransmissores, a serotonina, é capaz de dar ao cérebro sensação de bem-estar, regulando nosso humor e também dando sensação de "saciedade".

A alimentação pode ajudar a produzir mais serotonina, aumentando o bom humor e ajudando no combate da depressão, entretanto, vale lembrar que ela não substitui o tratamento da doença, com a intervenção medicamentosa e terapia. "Para a produção cerebral da serotonina há necessidade de "matérias primas" (chamadas de cofatores) fundamentais para sua síntese, como exemplos: triptofano (aminoácido), magnésio, cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas)", ressalta Navarro. A seguir, conheça alguns alimentos que melhorar o seu humor e são excelentes coadjuvantes para dar uma "forcinha" no combate da doença.

amêndoas - foto Getty Images
Castanha-do-pará, nozes e amêndoas: elas são ricas em selênio, um poderoso agente antioxidante. Segundo a nutricionista Abykeyla Tosatti, elas colaboram para a melhoria dos sintomas de depressão, auxiliando na redução do estresse. As quantidades diárias recomendadas são duas a três unidades de castanha-do-pará ou cinco unidades de nozes ou 10 a 12 unidades de amêndoas. Mas também dá para fazer um mix saboroso dessas oleaginosas.
leite - foto Getty ImagesLeite e iogurte desnatado: eles são ótimas fontes de cálcio, mineral que elimina a tensão e depressão. "O cálcio ajuda a reduzir e controlar o nervosismo e a irritabilidade. Ele participa também das contrações musculares, dos batimentos cardíacos e da transmissão de impulsos nervosos e regulariza a pressão arterial", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de 2 a 3 porções por dia.
melancia - foto Getty ImagesFrutas: Melancia, abacate, mamão, banana, tangerina e limão são conhecidos como agentes do bom humor. "Todas estas frutas são ricas em triptofano, aminoácido que ajuda na produção de serotonina", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti. É recomendado o consumo de três a cinco porções de frutas todos os dias.
laranja e maçã - Foto Getty ImagesLaranja e maçã: elas ganham destaque porque fornecem ácido fólico, cujo consumo está associado a menor prevalência de sintomas depressivos. Além disso, por ser rica em vitamina C, a laranja promove o melhor funcionamento do sistema nervoso, garante energia, ajuda a combater o estresse e previne a fadiga.
banana e abacate - foto Getty ImagesBanana e abacate: a banana é rica em carboidrato (hidratos de carbono), potássio e magnésio. Também é fonte de vitamina B6, que produz energia. "A fruta diminui a ansiedade e ajuda a ter um sono tranquilo", explica Abykeyla. Tão bom quanto, o abacate é outra ótima opção, e antes de dormir. Consuma duas colheres de chá da fruta pura (sem açúcar ou adoçante) todos os dias antes de se deitar.
mel - foto Getty Images Mel: esse alimento estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. Para usufruir dos benefícios, duas colheres de sobremesa, ao dia, são suficientes.
ovos - foto Getty ImagesOvos: "Eles são uma boa fonte de tiamina e a niacina (vitaminas do complexo B), que colaboram com o bom humor", aponta Abykeyla Tosatti. O recomendado é uma unidade por dia, no máximo. Quem tem colesterol alto deve se preocupar com o consumo em excesso, e evitar, principalmente a versão frita.
peixe grelhado - foto Getty ImagesCarnes magras e peixes: "O triptofano, presentes nestas fontes de proteína, ajuda no combate da depressão e melhora o humor, pois aumenta a produção de serotonina, que exerce grande influência no estado de humor, pois é capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar, criar a sensação de prazer e bem-estar e até induzir e melhorar o sono", enfatiza a nutricionista Abykeyla Tosatti. Ela recomenda entre uma e duas porções por dia, principalmente de peixes como atum e salmão.
carboidratos complexos - foto Getty Images Carboidratos complexos: eles ajudam o organismo a absorver triptofano e estimulam a produção do neurotransmissor serotonina, que ajuda a reduzir as sensações de depressão. "Uma alimentação pobre em carboidratos, por vários dias, pode levar a alterações de humor e depressão. Alimentos fontes de carboidratos: pães, cereais integrais (trigo, arroz)", explica a especialista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de 6 a 9 porções diárias.
aveia - foto Getty Images Aveia e centeio: os dois são ricos em vitaminas do complexo B e vitamina E. "Estes nutrientes possuem grande importância, pois, melhoram o funcionamento do intestino, combatem a ansiedade e a depressão", diz a nutricionista Abykeyla Tosatti. A recomendação é de, pelo menos, três colheres de sopa cheia por dia.
folhas verdes - foto Getty ImagesFolhas verdes: estudos mostram que uma alimentação com consumo elevado de folato (importante vitamina do complexo B) está associada a menor prevalência de sintomas depressivos. Um dos alimentos ricos em folato são as hortaliças folhosas verde-escuras (espinafre, brócolis, alface). "Algumas pesquisas mostram que indivíduos deprimidos podem apresentar baixos níveis de vitamina B12, levando a diminuição do folato e o desequilíbrio do metabolismo dos neurotransmissores do cérebro associados ao controle do humor", adverte a especialista Abykeyla Tosatti. O recomendado é a ingestão diária de três a cinco porções por dia.
soja - foto Getty ImagesSoja: ela é rica em magnésio que é o segundo mineral mais abundante no nosso organismo e desempenha um papel fundamental na energia das células. Sua deficiência pode resultar em falta de energia. "O magnésio ajuda a reduzir a fadiga e aumentar os níveis de energia. Esse mineral combate o estresse porque tem propriedades tranquilizantes naturais, principalmente quando combinadas com cálcio", explica a nutricionista Abykeyla Tosatti.

O que é Depressão?

                      
A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

Causas

A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.
 
Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão. Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.
 
Sintomas de Depressão
São sintomas de depressão:
  • Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia
  • Falta de vontade e indecisão
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
  • Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
  • A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
  • Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom "cinzento" para si, os outros e o seu mundo
  • Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
  • Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
  • Perda ou aumento do apetite e do peso
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.
  • 7 alimentos que sabotam a dieta sem você perceber

    A mudança dos hábitos alimentares é um dos fatores principais para ter sucesso na dieta. Exige que você consuma mais frutas e legumes, priorize alimentos mais nutritivos e faça escolhas mais saudáveis, reduzindo o consumo de açúcares e gorduras. Os resultados são compensadores. Bastam pequenos ajustes para sentir a diferença no corpo, para as roupas ficarem mais largas e você sentir mais disposição. O esforço costuma surtir efeito na maioria dos casos, mas quando o ponteiro da balança emperra, as pessoas se indagam sobre o que estão fazendo de errado. Você já pensou que a resposta para a estagnação pode estar na listinha de compras do regime?



    Granola- Foto Getty Images

    1. Granola

    Este mix de cereais, frutas secas e castanhas leva fibras e vitaminas que dão saciedade e energia, mas também contém açúcar. Invista na versão diet/light da mistura. De acordo com a nutricionista Rosana Farah, 100 g de granola tem 421 calorias. Seguindo a tabela da dieta dos pontos, meia xícara (chá) apresenta quatro pontos. "O recomendado por dia é 25 gramas", diz a especialista. Prefira comer a granola no café da manhã para ganhar mais disposição e ainda ter um dia inteiro para gastar as calorias consumidas.
    Água com sabor - Foto Getty Images2. Água de sabor

    Beber água para hidratar o corpo é essencial para a nossa sobrevivência e para a dieta. A água nutre as células, desintoxica o organismo, faz os rins e intestino trabalhar melhor. O ideal é beber até 2 litros de líquidos por dia. É pensando nisso que muita gente acaba abusando das águas de sabor. De limão, morango e até mesmo de maçã-verde e lichia, elas contém aditivos, adoçantes e, às vezes, até açúcar. Não deve ser consumida em grande quantidade, no máximo, dois copos por dia.
    Salada - Foto Getty Images3. Saladas perigosas

    A saladinha costuma ser uma opção leve e refrescante para os dias de verão, mas segundo a nutricionista Rosana Farah, aquelas temperadas com molhos prontos, azeite, queijos, azeitonas e croutons devem ser evitadas porque costumam carregar muitas calorias e gordurosas saturadas. Uma opção mais saudável é um prato de salada de folhas verdes, tomate, pepino e palmito, temperada com molho de iogurte desnatado e acompanhada de uma proteína mais leve, como o peito de frango ou peixe grelhado.
    Açaí - Foto Getty Images4. Açaí

    A fruta da região amazônica faz sucesso, sobretudo entre praticantes de esportes que adoram se refrescar depois dos exercícios. Apesar de ser rico em nutrientes (principalmente: cálcio, ferro, vitamina B1), o principal problema do açaí é a quantidade de calorias do alimento, são 248 calorias em 100 gramas. Um copo de açaí tem 2 pontos e a tigela de açaí (com banana, granola e mel- 1 colher de sopa) tem 4 pontos. Os complementos na hora de consumi-lo também costumam tornar ainda mais calórica a fruta, dentre eles: granola, banana picada e leite condensado. "O ideal é consumir o açaí puro e, se for substituir o lanche da manhã ou da tarde por ele, coma uma tacinha pequena de 50 gramas", explica a nutricionista Rosana Farah.
    Comida japonesa - Foto Getty Images5. Comida japonesa

    Um dos alimentos que as pessoas mais gostam da culinária japonesa é o sushi. Apesar de ser feito com alga, vegetais e frutos do mar, o alimento tem a base de arroz e, às vezes, recheios calóricos como o cream cheese. Sem contar as versões fritas. O sushi têm entre 20 e 45 calorias cada um, mas o problema é que come-se muitos de uma vez só. Uma unidade tanto de atum quanto de salmão apresenta 1 ponto. A recomendação da nutricionista é "No seu almoço ou jantar, limite o consumo até quatro unidades, assim você pode desfrutar do restante do cardápio oferecido no restaurante japonês", aponta Rosana.
    Refrigerante - Fotto Getty Images6. Refrigerante light ou zero

    Os refrigerantes desse tipo não possuem calorias, mas um outro elemento do refrigerante causa preocupação nos especialistas: o adoçante. A nutricionista Rosana Farah ainda alerta que quanto maior for o consumo de adoçantes, maior fica o desejo por doces. "Estudos apontam o efeito do adoçante nas papilas gustativas fazendo com que fiquem mais receptivas ao sabor doce", diz ela.
    Barra de cereal - Foto Getty Images7. Barrinhas de cereais

    As barrinhas de cereais são ótimas opções para os lanches intermediários, mas contêm, em média, 100 calorias, portanto não devem ser ingeridas à vontade. As que possuem cobertura de chocolate costumam ser as com mais calorias (e pontos). No caso das barrinhas de cereais (dependendo da marca), a pontuação varia de 0 a 3 pontos.