segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Transpiração sem mau cheiro

   
A transpiração é um processo natural e fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo. Por meio dela, o corpo regula a temperatura (em 36,5°C) e se refresca, além de eliminar toxinas. 
 
Sem perceber, nós suamos constantemente. Em média, cada pessoa elimina o equivalente a 1 litro dessa substância por dia, com mais ou menos intensidade de acordo com a situação, o que, em alguns casos, é acompanhado de um odor desagradável, causando incômodo e até constrangimentos. Isso não ocorre por causa do tipo de atividade que você faz, mas por motivos relacionados ao próprio mecanismo da transpiração. 
 
Entenda o suor
 
Esse fenômeno tão comum do nosso dia a dia é eliminado pelas glândulas sudoríparas, que estão distribuídas por todo o corpo e são divididas em dois grupos:
 
  • Écrinas:  concentram-se na palma das mãos, na sola dos pés e na testa, produzindo uma transpiração composta de água e sais minerais.
  • Apócrinas: localizadas principalmente nas axilas, na área genital, no couro cabeludo e ao redor dos mamilos, são responsáveis por outro tipo de suor, com restos celulares e de metabolismo (proteínas e ácidos graxos, por exemplo), que se misturam à água do corpo.
 
As causas
 
A dermatologista Miriam Sabino explica que a transpiração não tem cheiro perceptível. O odor aparece quando fungos e bactérias presentes na pele se alimentam do suor produzido pelas glândulas apócrinas. Os médicos chamam isso de bromidrose plantar (chulé dos pés) e bromidrose axilar (odor desagradável nas axilas). 
 
Mas esses não são os únicos causadores do mau cheiro. Alterações hormonais, como as doenças da tireoide e a menopausa, ampliam a lista de fatores que devem ser considerados. Da mesma forma, questões emocionais, como o medo e a ansiedade, contribuem para o surgimento do problema.
 
“Quando passamos por situações de estresse, o nosso sistema nervoso autônomo (SNA) aumenta as atividades do organismo, inclusive as do sistema nervoso simpático (SNS), responsável pela estimulação das glândulas sudoríparas, elevando consideravelmente a transpiração”, explica Fabiano Sandrini, endocrinologista do laboratório Exame.
 
Nesse sentido, o que comemos também pode influenciar. Alimentos como alho, pimenta e cebola ou com enxofre, por exemplo, os vegetais escuros (agrião, couve e brócolis), e ricos em proteínas, como ovos, peixes e fígado, aumentam a possibilidade de esse incômodo ocorrer. Isso porque eles elevam a produção de amônia no organismo, que é liberada pelo suor com forte odor. 
 
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de algumas medicações, principalmente para tratamento da ansiedade, completa os itens que podem aumentar a predisposição ao mau cheiro. 
 
Como lidar
 
O que você pode fazer para evitar esse problema provocado pela transpiração? Confira a seguir algumas dicas:
 
  • Não descuide da higiene pessoal, preferindo sempre sabonetes antissépticos, desodorantes (que diminuem o odor) ou antitranspirantes (que reduzem o suor). Mas não exagere: limpeza em excesso pode irritar a pele, dificultando ainda mais o combate ao mau cheiro.
  • Preste atenção aos cuidados após o banho: secar-se bem, principalmente nas axilas e entre os dedos dos pés, é fundamental para dificultar a presença de micro-organismos indesejados.
  • Troque de roupa diariamente e confira se a sua máquina de lavar tem a função desodorizadora (disponível em um número crescente de modelos) ou use produtos que façam isso na lavagem. 
  • A escolha dos tecidos certos é um cuidado adicional. Em vez das sintéticas, dê sempre preferência às peças de algodão.
 
Se esses cuidados não forem suficientes, consulte um médico para que ele indique o tratamento mais adequado. E lembre: fuja da automedicação. 
 
Informe-se
 
O excesso de suor, que pode ou não incomodar também por causa do mau odor, é chamado de hiper-hidrose. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), a doença atinge cerca de 176 milhões de pessoas no mundo, que têm transpiração excessiva nas mãos, na planta dos pés e nas axilas. Os sinais mais evidentes desse incômodo são transpirar muito em ambientes de temperatura não elevada e quando você não está praticando um exercício físico.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

COmbata o Meu Humor com Exercícios Físicos

   
Corpo cansado, noites mal dormidas e aquele mau humor que te acompanha o dia inteiro... Tudo isso pode ser efeito do sedentarismo, sabia? Além dos inúmeros benefícios à saúde, praticar alguma atividade física pode trazer mais uma vantagem: o bom humor!

“Os exercícios físicos dão estímulo cerebral para a liberação de substâncias calmantes chamadas endorfinas. Elas têm o papel de aliviar a dor e criar uma sensação de bem estar. Isso explica o bom estado de espírito tão comum em atletas que se exercitam diariamente sem perder o ritmo”, comenta o preparador físico Hélcio Gangana, da Minas Trainers Assessoria Esportiva.

Uma pesquisa recente da Universidade de Vermont concluiu que o efeito das endorfinas no cérebro pode durar até 12 horas após a atividade física, ou seja, realizá-la logo pela manhã é a receita para um ótimo dia!

Mas o bom humor não é o único efeito das endorfinas no cérebro. Elas também melhoram a memória, aumentam a resistência, a disposição física e mental, bloqueiam lesões nos vasos sanguíneos e têm um poder antienvelhecimento.

Dica: A musculação ajuda a fortalecer o corpo para a prática de outras atividades; contudo, quem está interessado nas vantagens enumeradas anteriormente deve se dedicar sobretudo aos exercícios aeróbicos. Eles vão proporcionar a disposição que você precisa para enfrentar o dia.

Mexa-se!

Se você ficou animada e resolveu dar um fim nos dias de sedentarismo, um primeiro passo é encontrar o horário que melhor se encaixa na sua rotina e no qual o seu organismo assimila mais apropriadamente os exercícios. “Cada pessoa deve se adequar ao seu ritmo, que está relacionado às respostas diárias do corpo. Há quem prefira treinar pela manhã, outros à noite... o fato é que não existe uma regra”, ensina Hélcio.

No entanto, se o objetivo for maior disposição e energia, começar a se mexer com os primeiros raios do sol pode ser uma boa opção. “Alguns estudos e a vivência prática indicam que os exercícios feitos pela manhã mantêm as pessoas mais animadas ao longo do dia”, comenta.

Alongamento e relaxamento
Sabe aquela aula de alongamento da academia? Pode ser muito útil para relaxar o corpo, melhorar a circulação sanguínea, combater dores musculares e ainda endireitar a postura.
 
Yoga
A prática promete alongar os músculos, deixá-los mais tonificados, melhorar a respiração e fortalecer o funcionamento dos órgãos. Como busca integrar corpo e alma, a yoga é recomendada também para quem sofre de insônia, ansiedade ou depressão.
 
Natação
Um dos mais completos exercícios aeróbicos, a natação, além de ser uma poderosa “descarga” de endorfina, ajuda a controlar a respiração e é uma atividade de baixo impacto, ideal para pessoas com problemas nas articulações ou sobrepeso.
 
Corrida
A corrida é uma atividade muito eficiente para queimar gorduras, pois tem grande capacidade de acelerar o metabolismo do corpo. Mas atenção: não inicie essa prática esportiva antes de passar por uma avaliação física.
 
Dança
Tem pavor de academia? Então, que tal tentar um exercício aeróbico diferente? As aulas de dança são, pelo aspecto lúdico e artístico, uma boa opção para quem quer manter a forma. Podem ser ainda mais efetivas se o que você procura é disposição e bom humor!
 
 

Vai de bike? Então, escolha os equipamentos certos para você

Seja para os momentos de lazer dos fins de semana ou para fugir do stress do volante no dia a dia, cada vez mais pessoas estão aderindo às “magrelas”. A Abradibi (Associação Brasileira da Indústria, Comércio, Importação e Exportação de Bicicletas, Peças e Acessórios) prevê que, em 2013, ocorra um crescimento de mais de 30% das vendas de bikes no País.

Porém, se você acha que saber pedalar já é o suficiente para sair por aí, está muito enganada! A escolha do modelo e dos acessórios corretos é essencial para evitar acidentes e lesões.

"Para cada tipo físico, nível de treinamento, condicionamento e idade é preciso adotar uma bicicleta específica", adverte Valéria Guimarães, responsável pelo site Escola de Bicicleta.

Mountain bikes são boas escolhas para quem quer enfrentar o trânsito da cidade.Quer fazer a opção certa? O Portal Vital apresenta os quatro passos que você deve seguir na hora de selecionar uma bike para chamar de sua.

1. Defina onde você vai pedalar

Antes de tudo, é preciso se decidir: você quer uma bicicleta para passear, praticar esporte ou como um meio de transporte? “Os modelos disponíveis variam de acordo com o trajeto que se pretende percorrer”, explica Valéria.

Se o seu objetivo é encarar o trânsito de uma cidade, a expert indica as chamadas mountain bikes. Mais tradicionais, elas têm rodas largas e aderentes, além de amortecedores – em geral, são equipadas com farol, bagageiro, lanterna e buzina. O ciclista fica posicionado com o corpo mais ereto, para que seja priorizado o conforto durante as longas distâncias, e não a velocidade.

Outra opção que está chegando ao Brasil para o meio urbano são as bicicletas dobráveis. Fáceis de serem carregadas de um lado para o outro, elas são menores, com rodagem de 16 a 26 polegadas. "Mas antes de comprar o equipamento, é preciso observar a facilidade de encontrar rodas, câmeras de ar e pneus de reposição", adverte Valéria.

As bicicletas de passeio são ideais para quem preza o conforto.Quem quer uma bike para usar com menos frequência e em áreas bem pavimentadas, a melhor escolha é uma bicicleta de passeio. Isso porque ela preza o conforto e tem o selim maior e acolchoado.

O modelo de velocidade – também conhecido como road – fica reservado para atletas experientes. Seus pneus são mais leves, mas menos aderentes. Além disso, quadro, guidão e selim são posicionados de maneira que o ciclista fique bem curvado, o que renderia uma grande dor na coluna a quem não está acostumado a pedalar.

2. A bicicleta deve se adequar ao seu corpo

De nada adianta escolher o tipo certo de bicicleta se o tamanho dela não for adequado ao seu dono. Entretanto, mais do que a altura, o que deve ser levado em consideração é o tamanho das pernas do ciclista (conhecida como “medida do cavalo”).

Quanto mais alto você for, maior deve ser o tamanho do quadro da bike. Esse dado, geralmente, está afixado nos modelos à venda.

No site Escola de Bicicleta, há uma tabela relacionando a estatura do indivíduo e a da bike. "Sugerimos que o ciclista teste dois tamanhos de bicicleta próximos ao indicado na tabela", diz Valéria.

3. Qualidade é importante

Em vez de se deixar levar pela empolgação de ir logo às compras e escolher o produto com base apenas no preço e na beleza, o melhor é economizar um pouquinho até que você possa adquirir uma boa “magrela” e garantir a sua segurança.

"O ditado 'o barato sai caro' cabe perfeitamente no mundo das bicicletas, uma vez que a maioria dos acidentes ocorre por falha mecânica", alerta Valéria.

É preferível procurar lojas especializadas que tenham profissionais para orientá-lo a adquirir o equipamento em supermercados.

Não saia de casa sem os equipamentos de segurança, como capacete e luvas.4. Lembre-se sempre dos acessórios

Não é frescura! A obrigatoriedade de certos “apetrechos” está prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro. Então, antes de sair de casa, confira se a sua bike tem campainha e sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais.

"Sugerimos, além dos itens obrigatórios por lei, o uso de capacete, luvas e óculos, bem como da sinalização de luz ativa dianteira e traseira para circular à noite", recomenda a ciclista.

Que tal fazer um checkup?

Se você pretende pedalar nas ruas, é preciso conhecer as leis de trânsito. “A bicicleta é um modo de transporte e está incluída no Código de Trânsito Brasileiro”, diz Valéria Guimarães.

Condicionamento físico é importante, principalmente se o seu objetivo é percorrer longas distâncias. Se você não está acostumado a fazer exercícios, comece aos poucos, respeitando o ritmo do seu corpo.

"Para toda e qualquer atividade física, é preciso estar ciente das próprias condições e limitações", defende Valéria. Por isso, é essencial fazer uma visita a um cardiologista.

Ir regularmente ao oftalmologista também é importante.

Fique atento à manutenção de sua bicicleta e busque sempre a ajuda de profissionais para a escolha dos equipamentos, acessórios e peças.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

10 erros que as pessoas cometem em nome da saúde

Por Jessica Soares
Colaboração para SUPERINTERESSANTE

Comer três vezes por dia, não abusar da gordura e fazer exercícios. Isso parece ser o suficiente para uma vida saudável. Mas preocupar-se com a saúde pode ser uma tarefa bem mais difícil do que se imagina. Por isso, se você deu uma escapadinha da vida saudável, não se preocupe: você não está sozinho. Para ajudar, a SUPER reuniu 10 erros bem comuns cometidos por quem quer cuidar da saúde e acaba fazendo o contrário.

1. Deixar o sono em segundo plano
A ideia: Quem pratica exercícios regularmente e se alimenta bem pode se dar ao luxo de dormir algumas horinhas a menos.
Na prática: A maioria das pessoas precisa de pelo menos sete horas de sono para manter o corpo em funcionamento – e isso não é um exagero. A ciência já provou que dormir pouco pode desencadear uma série de problemas de saúde, como pressão alta, depressão, diabetes e diminuição da resposta do sistema imunológico a vacinas, além de afetar a memória, desacelerar o metabolismo, diminuir a criatividade e prejudicar o aprendizado. Uma vida saudável começa na cama, com uma boa noite de sono.

2. Apostar todas as fichas na academia

A ideia: Para manter uma boa saúde e um corpo saudável, basta pegar pesado nos exercícios. Certo?
Na prática: Errado. Estudos mostram que fazer exercícios regularmente ajuda o sistema imunológico, melhora o humor e dá mais energia. Mas não adianta exagerar nos pesos. Se o consumo de calorias ingeridas diariamente não diminuir, correr uma maratona na esteira não vai levar você a lugar algum. E outra. Malhar geralmente abre o apetite – e aquele pedaço de pizza vai ficar ainda mais apetitoso. Portanto, aliar exercícios ao planejamento nutricional é importante para garantir um bom resultado – seja ele perder peso, ou ganhar músculos.
Além disso, é importante ter limites: pegar pesado demais na malhação pode provocar fadiga, dificuldades para dormir, dores musculares e diminuição da imunidade. O ideal é procurar um profissional que ajude a avaliar o melhor programa de exercícios e de alimentação, mantendo um equilíbrio entre o que é consumido e o que é gasto nas atividades diárias.

3. Ignorar as informações nutricionais

A ideia: Parece tudo muito simples – alimentos naturais são melhores que os não-naturais; tudo que tem menos calorias é mais saudável; orgânico é sempre melhor que industrializado.
Na prática: Você viu essas afirmações em algum lugar, mas certamente não foi na tabela de informações nutricionais. Se você checar os outros dados que vêm nas embalagens, vai perceber que eles revelam bem mais do que o número de calorias por porção.
Um dos mais ignorados (e mais alarmantes) é o sódio, ligado ao aparecimento de doenças como hipertensão, problemas do coração e doenças renais que estão entre os principais problemas de saúde pública do Brasil segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde recomendam que o consumo diário de sódio não ultrapasse 2.000 miligramas. Achou muito? Um pãozinho francês tem, em média, 320 mg de sódio. Não por acaso, a Anvisa publicou um Guia de Boas Práticas, que orienta a diminuição gradativa da substância nesse e em outros 15 alimentos.

4. Pensar que alimentos orgânicos são sempre mais saudáveis

A ideia: Você vê a plaquinha com a palavra “orgânico” e já consegue visualizar aquele tomate em uma fazenda distante, sendo plantado e cultivado com imenso cuidado para preservar todos os nutrientes.
Na prática: Pesquisadores da Universidade de Stanford mostraram que não há muita diferença entre os alimentos orgânicos e os convencionais. Ou seja, nada de tomates saltitantes. Produtos orgânicos são, por definição, cultivados sem o uso de produtos químicos, como fertilizantes e pesticidas – os infames agrotóxicos, que podem fazer mal.
“Mas os alimentos orgânicos serão saudáveis se consumidos dentro de uma dieta balanceada, como acontece com os demais alimentos”, afirma Luana Caroline dos Santos, professora do curso de Nutrição da UFMG. Ela explica que valem as mesmas regras: se tubérculos e cereais convencionais devem ser consumidos com moderação, o mesmo se aplica às suas versões sem pesticidas. Ou seja, não adianta nada se entupir de batata-frita ~orgânica~.

5. Adiar os exames de rotina

A ideia: Quem se alimenta bem, faz exercícios e não fuma não precisa ir ao médico com frequência – afinal, já está fazendo tudo que deveria ser feito.
Na prática: Deixar para ir ao médico somente quando se está doente ou sentindo dores é uma péssima decisão, mesmo para quem mantém hábitos saudáveis. Fazer checkups anuais e buscar conselhos médicos para manter a saúde do corpo é a melhor opção e ajuda a prevenir e diagnosticar o desenvolvimento de doenças em sua fase inicial.

6. Montar sua própria dieta
A ideia: Emagrecer é fácil – é só cortar carboidratos, doces e carnes para ver a mágica acontecer.
Na prática: Não existem fórmulas pré-estabelecidas para o emagrecimento – e, caso existissem, com certeza não incluiriam a exclusão de grupos alimentares inteiros do cardápio. “O grupo de cereais, que inclui pães e arroz, é geralmente o primeiro a ser cortado em dietas – e isso é um erro. Estes alimentos são importantes fontes de energia e não devem deixar de ser consumidos”, explica a nutricionista Aline Cristine Souza Lopes.
A ideia é manter uma alimentação variada, “colorida” e bem balanceada que inclua leite e seus derivados – importantíssimas fontes de cálcio -, os nutrientes, as vitaminas e minerais – ricos em fibras e importantes para regular a digestão e fortalecer o sistema imunológico -, proteínas e, com moderação, as gorduras e açúcares.

7. Acreditar que salada é sempre a melhor opção

A ideia: Almoçar um prato de salada é sempre melhor do que optar por um hambúrguer.
Na prática: Nem sempre. Em restaurantes, a lógica é às vezes é colocada à prova – quem opta pelo lado verde do menu pode não estar fazendo a escolha mais saudável. Não se deixe enganar pela montanha de alface: uma salada acompanhada por frango frito, croûtons (aqueles pedacinhos de pão, fritos ou assados e não muito saudáveis), maionese ou outros temperos, pode ser muito mais prejudicial à saúde do que um sanduíche leve.

8. Substituir a água por outras bebidas
A ideia: Para manter o corpo hidratado, consumir refrigerantes, sucos e outras bebidas é tão eficiente quanto ingerir água.
Na prática: A água não possui conservante, corante, aromatizante e outros vários componentes que podem ser nocivos à saúde, principalmente se consumidos em excesso. Além de causar sensação de saciedade, ela dá ao corpo energia, protege o sistema imunológico e ajuda a previnir dores de cabeça e musculares. Está com sede? Beba água.

9. Consumir doses grandes de vitaminas e suplementos

A ideia: O corpo precisa de vitaminas – e elas são vendidas em potinhos. Uma receita fácil para se tornar saudável, não é?
Na prática: Mesmo se tratando de substâncias necessárias para o bom funcionamento de nosso organismo, o consumo de vitaminas e suplementos alimentares sem orientação médica está longe de ser a opção recomendada. Na verdade, é uma escolha desnecessária na maioria dos casos.
Vitaminas e minerais podem ser obtidos diariamente através do consumo de alimentos. Segundo a nutricionista Aline Cristine Souza Lopes, “a primeira alternativa deve ser sempre a alimentação balanceada – ela é á capaz de suprir plenamente as necessidades do organismo”. O uso de suplementos só é recomendado em casos extremos de deficiências nutricionais e um médico deve ser consultado para avaliação das necessidades específicas do paciente.

10. Esquecer que saúde é um processo
A ideia: Ser saudável significa perder peso – e este é um objetivo conquistado com muito suor e pouco churrasco.
Na prática: Saúde não é medida nos ponteiros da balança. “Muitas vezes as pessoas adotam dietas da moda para se adequarem, de forma imediata, a um padrão. Mas uma vida saudável não é ditada por uma fórmula. É um estilo de vida”, defende a nutricionista Luana dos Santos. Isso significa que não são os números – de calorias cortadas, de quilos a serem perdidos, ou de quilômetros corridos – que vão determinar a qualidade de vida.
O termo que se costuma usar para denominar a lista de alimentos e hábitos que melhor atendem às necessidades do organismo é “plano alimentar”. O nome já entrega: a ideia é que manter-se saudável depende de um planejamento duradouro e pensado em longo prazo. E, para que ele dure, é preciso que esteja alinhado a atitudes que possam se tornar hábitos – nada de receitas milagrosas.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Alimentos que reforçam a sua saúde

   
Você já sabe que ter uma alimentação equilibrada é fundamental para uma boa imunidade. Mas que tal transformar a cozinha em uma aliada na prevenção de doenças?
 
O professor doutor Fadlo Fraige, endocrinologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e a nutricionista da rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Marisa Resende Coutinho, dão a fórmula para manter o equilíbrio metabólico e imunológico do organismo: além de uma dieta com proteínas, minerais e vitaminas, invista em antioxidantes e anti-inflamatórios, como o alho, o gengibre, a salsa, o guaco, a hortelã, a canela, a pimenta e a mostarda. Em tempo: fuja das bebidas alcoólicas e gorduras saturadas e trans.
 
Para você começar a inserir esses nutrientes no seu cardápio, selecionamos, com a ajuda dos nossos especialistas, dicas de alimentos e receitas deliciosas com esses ingredientes. Confira!
 
Aminoácidos
 
Fadlo explica que a falta de aminoácidos na alimentação afeta a imunidade, deixando você mais exposta a doenças como a gripe.
 
Por isso, inclua em suas refeições peixes, carnes, derivados de leite, ovos e soja, que são importantes na constituição de anticorpos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Selênio 
 
É um mineral de grande capacidade antioxidante, ou seja, bloqueia a ação dos radicais livres (que impedem a renovação das células do nosso corpo). A castanha-do-pará é a principal fonte desse nutriente, que também pode ser encontrado (em menor quantidade) no salmão, no fígado bovino e no alho, por exemplo. 
 
A seguir, indicamos duas receitas que levam o selênio no preparo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vitamina A
 
Marisa explica que essa vitamina é importante para a manutenção da integridade das mucosas e para o aumento da imunidade do organismo.
 
“Sua falta pode levar à redução do número de um tipo de célula de defesa: os linfócitos T circulantes, o que amplia a probabilidade de infecções bacterianas e virais”, alerta a nutricionista.
 
Portanto, tenha certeza de que está ingerindo diariamente alimentos como cenoura, abóbora, batata-doce, milho, damasco seco, brócolis, melão e mamão.
 
 
 
 
Se quiser uma mãozinha para incluir esses ingredientes no seu cardápio, confira estas receitas com cenoura, abóbora e brócolis
 

 
Vitaminas do complexo B
 
Fundamentais para você e sua família, uma vez que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, esses nutrientes estão presentes na lentilha, no arroz integral, no gengibre, no peixe, nas sementes de girassol, na soja, na banana, em verduras verdes, no abacate, na carne de frango, na gema de ovo e em nozes.
 
Com esses alimentos gostosos, fica fácil ter vitaminas do complexo B sempre à mesa, não é? ;-) 
 
 
 
Para variar um pouco o cardápio, elabore pratos com lentilha, banana e frango.
São preparações rápidas e saborosas.  
Comprove!
 
 
 
Vitamina C
 
“Essa vitamina eleva a resistência às infecções, pois fortalece a atividade imunológica ao aumentar a produção das células (leucócitos) que defendem o nosso organismo contra bactérias e vírus”, resume Marisa.
 
Por isso, não podem faltar no nosso dia a dia alimentos como acerola, limão, laranja, kiwi, tomate, morango, pimentão e folhas verde-escuras.
 
Que tal transformar frutas, verduras e legumes em deliciosos sucos?
Além de garantir uma boa dose de vitamina C, algumas misturas aliviam os sintomas da TPM e do estresse.
 
 
Vitamina E
 
Encontrada no germe de trigo, em óleos vegetais, na amêndoa, em nozes, na castanha-do-pará, na gema de ovo, em vegetais folhosos e em legumes, é um importante antioxidante. “Sua função principal é proteger as membranas celulares de substâncias tóxicas e dos radicais livres, que favorecem as infecções”, explica a nutricionista. 
 
 
 
 
 
 
Nosso Especial de Saladas traz receitas ótimas para incluir esses alimentos na sua rotina.
 
 
Zinco
 
Marisa revela que esse mineral é de grande importância para o nosso sistema de defesa e que a sua falta pode levar ao desenvolvimento de diversas doenças. Assim, não podemos deixar faltar na mesa carnes, peixes, aves, feijão e nozes.

 
Confira a seguir alguns pratos com esses ingredientes.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agora que você já sabe quais são os alimentos que reforçam o nosso organismo na luta contra as doenças, dê uma passadinha na nossa área de Receitas! Nela, você encontra outras maneiras de garantir a presença desses nutrientes nas suas refeições em pratos deliciosos. 

Os sucos que vão revolucionar a sua vida

 
 
 
 
Usar os ingredientes certos para fazer sucos é uma ótima receita para inserir uma alimentação mais saudável na sua rotina. Além de hidratar e ser fonte de nutrientes, eles proporcionam muitos benefícios ao corpo e são grandes aliados para quem quer relaxar, reduzir o estresse, ter mais energia, minimizar os efeitos da TPM ou apenas se refrescar.
 
O melhor de tudo é que não faltam opções para quem quer aderir a uma saborosa maneira de consumir frutas, verduras e legumes. Esses ingredientes podem ser misturados uns com os outros ou com picolés e bebidas de soja, por exemplo. 
 
Para ajudar você nessa busca de novos paladares, convidamos as nutricionistas Carla Souza, especialista em Nutrição Clínica e Esportiva, e Priscila Di Ciero, também dedicada à Nutrição Esportiva. Elas explicam como as combinações fazem bem à saúde de toda a família e dão cinco receitas imperdíveis e fáceis de preparar. Confira:
 
Suco relaxante
 
Quem não quer descansar depois de um dia sobrecarregado? Segundo Carla, a laranja, a cenoura e o mamão fazem uma combinação perfeita porque têm vitamina C, micronutriente excelente no combate ao estresse, abundante também na acerola, abacaxi, caju, limão, tangerina, goiaba, morango, mamão e kiwi.
 
Receita
 
·         3 fatias de abacaxi
·         250 ml de suco de soja sabor laranja
·         1 picolé sabor maracujá
·         3 folhas de couve
·         ½ xícara de cenoura ralada
 
Modo de preparo
 
·         Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva.
 
Suco antiestresse e calmante
 
Os vegetais verdes são ricos em magnésio, cálcio e vitamina B; por isso, são indicados para quem busca algo leve para reduzir as tensões. 
 
Entre as frutas, a maçã, por exemplo, contém vitaminas B1 e B2, niacina, ferro e fósforo, componentes que ajudam no relaxamento do organismo. Ela pode ser acrescentada aos chás, com gelo, para um delicioso “suchá”. 
 
Camomila, hortelã, banana, maracujá e berinjela também são considerados calmantes e ainda garantem o bom funcionamento do sistema nervoso. 
 
Receita
 
·         1 copo (200 ml) de vitamina sabor banana
·         ½ xícara de morango
·         ½ mamão papaia
·         1 colher de sopa de flocos de amaranto
·         1 colher de sobremesa de chia
·         1 colher de chá de mel
 
Modo de preparo
 
·         É só bater tudo no liquidificador e saborear.
 
Suco energético
 
Para dar bastante energia, o abacate é essencial à sua lista. As vitaminas A e C e os minerais dessa fruta, como o potássio e o fósforo, têm a capacidade de revigorar o corpo. 
 
Os hortifrútis mais indicados nesse sentido são os que têm maiores quantidades de carboidratos, tanto os simples, como a glicose e a frutose, quanto os complexos, a exemplo do amido. 
 
De acordo com a nutricionista Carla, para “turbinar” ainda mais a sua bebida, prefira a manga, o coco, o açaí ou a uva.
 
Receita
 
·         200 ml de frapê de coco
·         2 picolés de chocolate
·         150 ml de leite de soja sabor chocolate
·         1 colher de sopa de aveia em flocos finos
 
Modo de preparo
 
·         Bata tudo no liquidificador e sirva gelado.
 
Suco AntiTPM
 
Nos dias difíceis, sobretudo nos períodos de TPM (tensão pré-menstrual), as oleaginosas são ideais. “Amendoim, nozes e amêndoas ajudam bastante a minimizar as dores e a retenção de líquidos, porque possuem vitaminas E e B6”, diz Priscila. 
 
“Folhas, como a salsinha e o salsão, com frutas, por exemplo, o abacaxi e a melancia, atuam como diuréticos, auxiliando na eliminação de líquidos do organismo, explica Carla.
 
Receita
 
·         150 ml de água de coco
·         1 fatia de melão 
·         ½ xícara de salsão
·         150 ml de suco de limão com chá verde
·         150 ml de suco de soja sabor maçã 
 
Modo de preparo
 
·         Bata tudo no liquidificador.
 
Suco refrescante
 
Frutas cítricas e vegetais verde-escuros tornam o suco mais refrescante e, por causa das fibras, conferem a ele um grande poder de saciedade. “A hortelã, por exemplo, tem uma substância chamada mentol, que é capaz de estimular os ‘nervos do frio’ e proporcionar a sensação de frescor”, conta Carla. 
 
De acordo com a nutricionista, outra boa pedida é usar pimentas leves – como a biquinho –, canela e gengibre. Esses ingredientes também deixam o suco termogênico e auxiliam na queima de gordura. 
 
 
Receita
 
·         1 picolé de lichia
·         200 ml de suco de soja sabor morango
·         2 ramos de hortelã
·         1 colher de chá de gengibre ralado
·         150 ml de suco de soja sabor tangerina com chá verde 
 
Modo de preparo
 
·         Bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva.
 
E na hora de beber...
 
Agora que você já sabe como preparar diversos sucos, surge a dúvida: quando a bebida estiver pronta, qual é a melhor maneira de adoçar? 
 
Segundo Priscila Di Ciero, “Os adultos podem usar adoçante com sucralose [à base de cana-de-açúcar] ou de estévia [derivada de uma planta da América do Sul]. Para as crianças, o açúcar orgânico é a melhor escolha [produzido da cana cultivada sem fertilizantes químicos]”. 
 
Outra dica é usar o mel. “Pode ser uma boa alternativa, mas quanto menos, melhor. Essa orientação também vale para o açúcar”, afirma a nutricionista.
 
Ainda no caso das crianças, todos os sucos podem ser ingeridos sem restrição, mas procure não repetir sempre o mesmo sabor. “Precisamos buscar a variedade para dar aos nossos filhos a maior quantidade de nutrientes possível, a fim de fortalecer o seu desenvolvimento e crescimento”, conclui Carla. 
 
Pronto! Agora é só separar os ingredientes e se deliciar com todas essas receitas. ;)