quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Salmão sempre tem ômega 3, não importa a procedência

Mito que peixe de cativeiro não teria nutriente não procede, segundo especialistas; ele é adicionado à ração dos animais


Salmão de cativeiro é, teoricamente, mais gordo do que o selvagem, e pode também concentrar mais ômega 3

O salmão criado em cativeiro pode ser ainda mais rico em ômega 3 que o peixe selvagem. O ácido graxo poliinsaturado, essencial para a manutenção da saúde neurológica de humanos, é adquirido apartir da alimentação, seja nos plânctons das águas geladas dos mares do norte, ou na ração dada aos peixes criados em tanques.
“Os animais não produzem gordura vegetal e o ômega 3 faz parte desse tipo de gordura. O peixe precisa pegar essa gordura no meio ambiente e o salmão selvagem encontra nos plânctons que existem nos mares do norte”, diz Roberto Carlos Burini, biomédico e coordenador do Centro de Metabolismo e Nutrição da Faculdade de Medicina de Botucatu.
“Os peixes menores se alimentam desse plâncton e o salmão se alimenta desses peixes, consumindo indiretamente o ômega 3”, explica. “Qualquer peixe que for alimentado com ômega 3, depois de um tempo passará a ter esse ácido graxo em sua carne”, explica o biomédico.
No caso do salmão criado em cativeiro, que é o mais consumido no Brasil, ele é alimentado com ração que contém ômega 3. É mito, porém, acreditar que o salmão de cativeiro não tenha – ou tenha pouco – ômega 3 em relação ao peixe selvagem.
“Os produtores de salmão de cativeiro perdem em produção se não alimentarem o peixe com ômega 3, já que ele é essencial para o bom crescimento do animal”, explica o nutrólogo Roberto Navarro, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).
Ele ressalta que o salmão de cativeiro pode, inclusive, até ter mais ômega 3 do que o selvagem. “O peixe de cativeiro se movimenta menos, podendo armazenar mais gordura. Pode ser então, que ele tenha mais ômega 3”, explica.

Ração balanceada para o peixe crescer Especialistas afirmam que a alimentação do salmão de cativeiro é balanceada. “Basicamente as rações são à base de proteínas, gorduras – para que o salmão tenha ômega 3 e 6 – vitaminas, minerais, antibióticos, fungicidas, farinhas de peixes e carnes, porque eles são naturalmente carnívoros e, na natureza, comeriam pequenos peixes e crustáceos coloridos”, explica a zootecnista, dizendo que eles também recebem um corante artificial na ração, para que adquiram a coloração típica – senão a carne do salmão de cativeiro seria totalmente branca.
O corante astaxantina, o carotenoide adicionado às rações, é um poderoso antioxidante, afirma o nutrólogo Roberto Navarro.
“Ele diminui a incidência de câncer e protege os olhos contra a degeneração macular [perda de visão]. O que se fala na internet é que, supostamente, os produtores de salmão adicionariam um corante derivado do petróleo, que é cancerígeno. Essa afirmação só pode ser tomada como verdade se for comprovada pela Vigilância Sanitária, responsável por fiscalizar os alimentos”, explica.

Além da possível diferença na quantidade de ômega 3, a nutróloga Ana Luisa Vilela, da clínica Slim Form, ressalta que, por mais que o corante astaxantina seja benéfico, algumas pessoas podem ter alergias. “Na natureza, a pigmentação é natural, já em cativeiro, é forçada. É como se fosse um produto orgânico e não orgânico”, explica.
Outro ponto que a nutróloga Ana Luisa ressalta é o meio ambiente do salmão. “Como ele está em cativeiro e o produtor quer um peixe de melhor qualidade, sem contaminação, eles tratam as bactérias do cativeiro com antibióticos – o que pode causar alergias em algumas pessoas”, explica. “Mas não é preciso alarde. Cerca de 90% do salmão brasileiro vem de cativeiro e ninguém está morrendo ou sofrendo surtos alérgicos”, tranquiliza.

Os salmões são criados em tanques, e, no caso das fêmeas, é necessário fazer uma seleção diária dos animais.Entenda a produção de salmão em cativeiro 
A maior parte do salmão que se consome no Brasil vem do Chile. A zootecnista e mestre em produção animal Andressa Cristina Gomes Carolino explica que o salmão precisa de água limpa e gelada para se reproduzir. “A produção começa em meados de maio e vai até o começo de agosto. O salmão precisa de águas de 10ºC para se reproduzir” explica a zootecnista.
“Tem que pegar uma a uma e observar pela dilatação do abdome quais estão aptas a liberar ovos. É só apertar a barriguinha delas para ver se soltam ovos. Se soltarem, elas são levadas para um tanque com anestésico, para liberarem os ovos sem se debaterem. Uma massagem abdominal é feita até que elas liberem os ovos”, detalha Andressa Carolino, explicando que elas liberam em torno de dois mil ovos em cada coleta.
Os ovos, depois de serem fecundados, são levados para uma incubadora por cerca de 30 dias, até eclodirem e nascerem os alevinos (filhotes). “Como todo peixe, eles se mantém da absorção do saco vitelínico, se alimentando do próprio alimento. Quando acaba essa reserva, aí entra o fornecimento da ração, até que ele atinja mais ou menos 60 centímetros, o que leva em média dois anos”, explica Andressa Carolino.
Cativeiro não interfere na cadeia alimentar Caso a procura pelo salmão selvagem aumente, poderá haver um desequilíbrio em toda a cadeia alimentar, como explica a zootecnista Andressa Carolino.
“O salmão se alimenta do camarão, que se alimenta das algas que, por sua vez produz oxigênio para a água, contribuindo para a manutenção de toda a vida aquática. Se todos resolverem pescar o salmão selvagem, um elo desta cadeia irá se quebrar e, a médio prazo, vai haver um desequilíbrio geral”, explica a especialista. “Vários outros animais marinhos se alimentam do salmão, então a interferência do homem é sempre maléfica”.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Energia para o exercício

O que mudar na dieta e na hidratação e sugestões de alimentos aliados do treino

















Alimentação saudável potencializa benefícios do esporte
Assim como o combustível é imprescindível para fazer o carro rodar, a comida é importante para dar energia ao praticante de qualquer atividade física.
“Uma rotina intensa de treinos deixa de ser saudável quando a dieta não está à sua alturado gasto calórico provocado pelo exercício”, atesta a nutricionista esportiva Suzana Bonumá, especialista em fisiologia do exercício pela USP e diretora da Associação Brasileira de Medicina do Esporte (ABME).
Em resposta ao desgaste o corpo aumenta as necessidades nutricionais para se recuperar do esforço, preparar os músculos e repor as perdas de nutrientes ocorridas ao longo do exercício.
“Um descuido na alimentação pode incapacitar seu corpo de se recuperar completamente, tornando-o mais vulnerável a lesões, infecções e deficiências nutricionais”, diz a especialista, autora do livro ADieta do Corredor (Editora Academia).
O que mudar
Se a dieta estiver equilibrada em nutrientes, com alimentos saudáveis e em quantidades adequadas e fracionada ao longo do dia, talvez não seja preciso mudar a alimentação.
“Tudo vai depender do seu volume de atividade, da finalidade desse exercício, do horário em que ele é praticado. A alimentação pode ser ótima aliada para perda de peso, melhora de rendimento e recuperação muscular. Quanto mais ajustada estiver, melhor”, diz a nutricionista.
Alimentação: Você é o que você come
E para quem tem medo de que a fome ganhe proporções descomunais com o gasto energético maior, uma boa notícia: estudos da Sociedade Americana de Fisiologia demonstraram que logo após o início da prática da caminhada ou da corrida ocorre justamente o contrário, ou seja, há uma redução de apetite devido a uma série de estímulos provocados por essas atividades. Ao longo do dia, porém, vai bater aquela fominha. Por isso é necessário balancear e fracionar as refeições de maneira adequada. Para quem faz caminhadas leves o cardápio não muda muito.
“Consumir uma pequena dose de carboidrato antes da atividade, já que a demanda do exercício é baixa, é o suficiente”, diz Suzana. Ao longo do dia é importante fracionar as refeições, evitando apenas alimentos ricos em açúcares e gorduras.
Para aqueles que já iniciaram a corrida, é preciso um pouco mais de cuidado com a dieta. Antes dos treinos, é importante fazer uma alimentação baseada em carboidratos, combinada com uma pequena dose da proteínas, o que garante a energia para o treino – e ainda reduz os danos musculares.
O ideal é fazer uma refeição leve ou um lanche entre uma e duas horas antes de começar a atividade. Após o exercício, a alimentação adequada reduz o risco de danos musculares. Por isso é bom garantir uma boa dose de carboidratos e proteínas.
Hidratação
Beber líquidos é fundamental antes, durante e depois da atividade. “Mas é preciso dosar a quantidade e os intervalos de ingestão, caso contrário o atleta pode ficar desidratado (quando ingere água de menos) ou com hiponatremia (quando ingere água demais), o que, em ambos os casos, é prejudicial”, explica a nutricionista.
As atuais recomendações de hidratação durante o exercício físico, adaptadas do American College of Sports Medicine (ACSM), reforçam a necessidade de respeitar as variações individuais e climáticas, pois cada pessoa apresenta uma perda diferente de líquidos.
A quantidade e os intervalos, portanto, dependem do volume e intensidade do exercício, das condições climáticas e do próprio indivíduo. Em dias mais quentes e secos e em treinos mais intensos, porém, a hidratação deve ser feita com maior freqüência.
Suplementos: devagar com eles
Antes de sair gastando com suplementos e vitaminas, é importante procurar a orientação de um médico ou nutricionista, para saber se eles são realmente necessários . Geralmente quem está iniciando na caminhada ou na corrida não precisa de suplementação.
“O uso de suplementos só é sugerido para corredores de alta performance e que têm elevado volume de treino”, esclarece a nutricionista Suzana Bonumá.
10 alimentos aliados do exercício
Aveia: rica em nutrientes e repleta de carboidratos, é altamente energética
Batata doce: fonte de antioxidantes, também tem alto teor de carboidratos, o que dá energia para o treino
Brócolis: uma das verduras mais ricas em nutrientes e excelente fonte de vitamina C e folato, que reforçam as defesas do organismo
Cebola: graças à quercetina, combate os radicais livres e o colesterol ruim (LDL). Sua ação anti-inflamatória ajuda na recuperação muscular
Chá verde: os flavonóides presentes na bebida têm efeito antioxidante, o que combate os radicais livres produzidos com o desgaste da atividade física
Iogurte: é rico em proteínas (elas ajudam na recuperação muscular), cálcio (que contribui para saúde óssea), e lactobacilos (fortalecem o sistema imunológico)
Noz pecan: contém fibras, potássio, magnésio, vitamina E e selênio, protege as membranas celulares, reforça as defesas do corpo e contribui com a reposição de eletrólitos perdidos com o suor
Quinoa: contém mais aminoácidos do que os outros cereais, o que é especialmente importante para quem faz atividade física
Salmão: excelente fonte de ômega-3, indicado para a recuperação muscular
Semente de linhaça: tem efeito anti-inflamatório e ajuda na defesa imunológica
Carboidratos para comer antes do treino
1) Arroz
2) Aveia
3) Banana
4) Batata
5) Bolacha salgada
6) Cereal de milho
7) Macarrão
8) Pão
Comidinhas pós-treino
1)
 Torrada com queijo branco e geléia

2) Vitamina de frutas
3) Banana com aveia e mel
4) Macarrão com molho de tomate e filé de frango
Fonte: Suzana Bonumá, nutricionista, autora do livro A Dieta do Corredor

12 erros que estragam seu sono

O que está dentro do corpo, da mente ou do quarto faz a diferença para conquistar uma noite bem dormida. Ajuste seus hábitos e garanta horas de descanso de qualidade








Levar o computador para a cama é um dos grandes erros que estragam o sono

A relação das pessoas com o sono é de amor ou ódio. Ao mesmo tempo em que há a turma que dorme candidamente todos os dias, existem muitas outras que simplesmente não conseguem sequer lembrar o que é uma noite bem dormida – e acham que isso é uma injustiça divina, uma falta de sorte, um fardo que precisam carregar.
Estão muito enganadas: o sono que atrapalha a vida, aquele que faz o indivíduo já acordar cansado, quase sempre é consequência de erros cotidianos que passam despercebidos. “É o que chamamos de má higiene do sono. Ninguém age propositalmente mal para não conseguir dormir, mas as atitudes do dia a dia têm consequências à noite”, explica o neurologista Geraldo Rizzo, especialista em medicina do sono e diretor do Sonolab (laboratório do sono dos hospitais Moinhos de Vento e Mãe de Deus, em Porto Alegre).

Entenda quais são os 12 hábitos que podem estragar o seu descanso, faça as devidas mudanças para evitá-los e durma bem!
1. Dormir com a TV ligada ou levar laptop, tablet e smartphone para a cama
O maior problema da televisão, do laptop, do tablet e do smartphone não é a distração que proporcionam, mas o tipo de iluminação que irradiam. “A luz branca artificial desses aparelhos inibe a produção de melatonina, hormônio responsável pela estimulação ao sono”, esclarece Denis Martinez, médico do sono e pesquisador de produtividade do CNPq. Dessa forma, o corpo se mantém desperto por mais tempo do que deveria e, quando se entrega ao cansaço, experimenta uma noite mal dormida, com interrupções.
2. Não desacelerar antes de ir para a cama
“É preciso ter uma rotina de recolhimento. Ir para a cama logo depois de uma atividade física ou mental intensa só trará frustrações, porque a pessoa não conseguirá dormir logo”, afirma Rizzo. Para evitar rolar na cama por horas, ele recomenda que sejam adotadas tarefas monótonas nas horas que antecedem o sono, como arrumar alguma coisa na casa (algo mínimo, não é para trocar os móveis de lugar) ou fazer palavras cruzadas e sudoku.

3. Tomar bebidas com cafeína à noite
Refrigerante, café, chá e chimarrão contêm cafeína, um estimulante que atrasa a chegada do sono. “Além disso, a cafeína prejudica a qualidade das horas dormidas. O ideal é deixar essas bebidas de lado pelo menos uma hora antes de ir para a cama”, sugere Martinez.
4. Fumar pouco tempo antes de tentar dormir
Assim como a cafeína, a nicotina é estimulante. Se fumar for inevitável (mesmo sabendo de todos os malefícios que o cigarro causa à saúde), as últimas tragadas devem ser dadas no máximo uma hora antes de se recolher ao quarto.
5. Consumir bebidas alcoólicas à noite
De acordo com Rizzo, um dos maiores e mais antigos enganos é achar que um drinquezinho ajudará a ter uma noite de descanso profundo. “Embora relaxe a maioria das pessoas, o álcool proporciona um sono fragmentado, que não passa por todos os estágios. O resultado será muito cansaço no dia seguinte”, diz

6. Ingerir calmantes ou relaxantes sem prescrição médica
Qualquer medicamento só deve ser utilizado com a orientação de um médico, mas mesmo assim há quem se arrisque a tomar um calmante ou relaxante muscular receitado a um amigo para tentar dormir. Rizzo não aprova a atitude e explica que “remédios só são considerados em último caso. Além disso, podem ter efeitos diferentes de pessoa para pessoa e, ao invés de ajudar a dormir, despertá-la ainda mais”.
7. Não preparar o ambiente
Um quarto barulhento, iluminado e mal climatizado não ajuda o sono de ninguém. Martinez dá a fórmula para o ambiente ideal: silencioso, escuro (com janelas e cortinas fechadas) e temperatura entre 17°C e 27°C.
8. Levar preocupações para a cama
“Cabeça cheia de problemas não deixa uma pessoa responsável dormir. Ela inevitavelmente ficará com os assuntos rodando no pensamento”, afirma Rizzo. Por isso, todos os e-mails devem ser enviados e todas as pendências do dia resolvidas antes de ir para a cama. É melhor ficar mais tempo acordado para garantir a mente tranquila na hora de deitá-la no travesseiro.

9. Não encontrar sua posição ideal para dormir
Como cada corpo tem suas peculiaridades, Rizzo defende que não há uma regra quanto à posição para dormir. Mas encontrar a sua posição ideal, seja ela de bruços, em decúbito dorsal (com a barriga para cima) ou de lado, é essencial para uma boa noite de sono.
10. Ir para a cama com fome ou sede
“Em algum momento, a vontade de comer ou de beber um copo d’água será mais forte que o cansaço, e a pessoa levantará para fazer isso”, aposta Rizzo. Conclusão: sono interrompido e qualidade do descanso comprometida.
11. Ir para a cama logo depois de uma farta refeição
O sono é prejudicado por indisposição, tosse, ânsia e refluxo que podem surgir nessa situação porque, como esclarece Martinez, “a digestão é interrompida no momento em que a pessoa deita e a comida fica parada no estômago”. O ideal é fazer a última refeição do dia pelo menos uma hora antes de ir para a cama. Não se preocupe com a chance de ter pesadelos, porém. “Isso é mito”, garante Rizzo. 

12. Não dar a devida importância aos seus problemas de sono
Em alguns casos, noites mal dormidas não são causadas apenas pela má higiene do sono. “Muita gente acha que dormir mal é uma bobagem que se resolverá com o tempo. Não é e pode acarretar em enfermidades mais perigosas, como problemas cardíacos”, alerta Martinez. Se a qualidade do descanso não melhorar mesmo com todos os cuidados cotidianos tomados, é indispensável procurar um médico especializado em distúrbios do sono para que o problema seja diagnosticado e tratado.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Conheça os 10 segredos para não ficar doente


Já reparou que, às vezes, todas as pessoas ao seu redor estão resfriadas, mas você se mantém ilesa? Em outras épocas, no entanto, não pode ver alguém espirrando a quilômetros de distância que, pronto... a doença te pegou.
Saiba que essas desventuras do nosso corpo não são uma questão de sorte ou azar, mas, sim, de defesa! "O sistema imunológico está constantemente em combate contra ameaças internas e externas", define Danielle Santos Nascimento, nutricionista da Risa Restaurantes Empresariais.
Uma boa alimentação fornece os nutrientes necessários para reforçar o sistema imunológico.
Contudo, nem sempre o organismo está preparado para a luta. Toda vez que o corpo se desregula por algum motivo, as células de defesa são “convocadas” a ajudar nesse setor, criando um déficit em outras áreas.
Diante disso, a pergunta que não quer calar é: como evitar esse deslocamento e garantir a proteção necessária ao seu organismo? O Portal Vital convidou um time de especialistas para ensinar os 10 passos que você deve seguir em busca de uma saúde de ferro. Confira!
1. Alimente-se bem
"Precisamos fornecer o melhor para a nutrição dos ‘soldados’ do nosso sistema imunológico: os anticorpos", adverte a nutricionista.
Veja a seguir algumas dicas da profissional sobre o que você precisa incluir no seu cardápio para se fortalecer.
  • Vitamina A: é importante na manutenção da integridade das membranas mucosas, as primeiras a serem prejudicadas em gripes e resfriados. Esse nutriente está presente em alimentos como cenoura, abóbora, fígado, batata-doce, damasco seco, brócolis e melão.
  • Vitamina C: componente de frutas cítricas, caju, tomates, vegetais folhosos crus, repolho e pimentão verde, é antioxidante e melhora a resistência do corpo às infecções.
  • Vitamina E: gérmen de trigo, óleos, amêndoas, nozes, castanha-do-pará, gema de ovo, vegetais folhosos e legumes possuem essa vitamina, que protege o organismo contra substâncias tóxicas, radiação e radicais livres.
  • Ácido fólico: estimula a formação dos leucócitos, que são as células de defesa do corpo. O nutriente é adquirido quando você come fígado, feijão, brócolis, couve e espinafre.
  • Zinco: auxilia na reparação dos tecidos e cicatrização de ferimentos. Por isso, mantenha uma alimentação rica em carnes, peixes, ostras, crustáceos, aves, leite, cereais integrais, feijão e nozes.
  • Selênio: castanha-do-pará, frutos do mar, fígado, carne e aves são fontes desse nutriente, que possui grande capacidade antioxidante.
2. Hidrate-se
Beber água e sucos naturais é essencial para manter o metabolismo funcionando a todo vapor. Além disso, mucosas ressecadas são a principal porta de entrada para os vírus causadores de gripes e resfriados.
 
Água: não dá para viver sem ela e comece a repensar os seus hábitos.
3. Mantenha um estilo de vida saudável
"É importante não fumar e, se beber, que seja moderadamente. Durma de sete a oito horas por dia e controle o estresse", aconselha o oftalmologista Francisco de Paula Leite Ferreira Neto.
Os adultos também devem tomar cuidado para não perder o calendário nacional de vacinação.4. Cheque a sua carteirinha de vacinação
A vacina funciona como um teste, pois você coloca o seu corpo em contato com uma dose fraca dos vírus causadores de certa doença. "Ela não pode provocar a enfermidade, como algumas pessoas acreditam, porque os vírus estão mortos e replicados", explica o Dr. Norton Sayeg, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Com isso, o seu organismo será obrigado a produzir anticorpos. Ou seja, caso você entre em contato com algum agente que ameace a sua saúde, já estará protegido.
"Cerca de 10% dos indivíduos vacinados contra a gripe podem desenvolver a doença, mas de forma mais branda", contabiliza o médico.
 
5. O tratamento começa na gravidez
O sistema imunológico do indivíduo é criado durante a gestação e já estará completamente formado quando a criança atingir três anos de idade. Por isso, os cuidados recebidos nessa fase inicial são determinantes para o resto da vida.
O sistema imunológico do bebê começa a se formar durante a gestação; por isso, as mães devem seguir à risca as orientações do acompanhamento pré-natal.O pediatra Dr. Moises Chencinski (www.doutormoises.com.br) explica o que precisa ser feito nesse momento tão delicado:
  • Faça um pré-natal adequado, compareça a todas as consultas, realize os exames solicitados e não deixe de seguir as orientações sobre alimentação e vacinação. "Praticar atividades físicas durante toda a gravidez também é importante", sugere o especialista.
  • Depois do nascimento do bebê, não perca as consultas pediátricas: elas devem ser mensais no primeiro semestre; bimensais no segundo semestre; trimestrais do primeiro ao segundo ano; semestrais entre 3 e 4 anos; e anuais após os 5 anos.
  • Segundo o Dr. Moises, "Esses atendimentos possibilitam que os médicos, aos mínimos sinais de qualquer alteração, ajam precocemente para tentar evitar a progressão da doença".
  • O aleitamento materno começa desde a primeira hora após o nascimento. "Ele deve ser exclusivo e à vontade até o sexto mês e estendido até dois anos ou mais", diz o pediatra.
6. Trate as suas alergias
Pessoas alérgicas são mais propensas a ficar doentes, por exemplo, devido ao excesso de muco produzido e à danificação das mucosas, que acabam facilitando a proliferação de bactérias.
Quem tem alergias está mais propenso a ficar doente."Além disso, a alergia impede o sistema imunológico de reagir, com mais intensidade, aos alérgenos (que podem induzir uma reação de hipersensibilidade em pessoas suscetíveis)", explica o alergista Dr. Marcello Bossois.
Para tratar o problema, o especialista fala em um tripé formado por vacinas antialérgicas, na diminuição do consumo de alimentos industrializados (que possuem muitos aditivos) e no controle do ambiente onde se vive, a fim de evitar que o paciente tenha contato com os agentes que lhe fazem mal.
7. Seja otimista
Você se lembra do ditado "desgraça atrai desgraça"? Rodrigo Fonseca, fundador da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional, garante que é verdadeiro.
"Somos pontos de vibração emitindo energia: se estamos negativos, vamos atrair o mesmo tipo de ondas. Com isso, a chance de contrair uma doença é muito grande", afirma.
8. Sorria :D
Pesquisas indicam que substâncias produzidas pelo riso fortalecem o sistema imunológico, além de relaxar o corpo todo.
9. Expresse as suas emoções
"Se você não expõe o que sente, acabará absorvendo essa emoção, que se transformará em um 'veneno' dentro de você", defende o especialista Rodrigo Fonseca.
Está com raiva? Então, vá a um lugar escondido e grite. Sentiu uma grande tristeza? Pode chorar à vontade.
Da mesma maneira, é necessário treinar-se para deixar de “engolir sapos”. "Fale aos outros o que você gosta e o que o incomoda, bem como imponha limites logo na primeira vez que alguém lhe fizer algo ruim", sugere o expert.
10. Proteja-se
Não basta ter um sistema imunológico fortíssimo: o melhor é não vacilar e evitar o contato com “possíveis agressores”. Lavar as mãos com frequência, não colocá-las na boca, evitar coçar os olhos ou compartilhar objetos pessoais, inclusive maquiagem, deixam você mais blindado contra as doenças.
Você sabe de alguma dica infalível para ter uma saúde de ferro? Compartilhe com a gente!

O que fazer quando você tem alergia a acessórios?


Você já uso um brinco e percebeu que o lóbulo da orelha ficou vermelho e começou a coçar? Ou colocou um colar que deixou o seu pescoço cheio de bolinhas vermelhas? Isso significa que algum material presente no acessório pode causar alergia à sua pele.
Segundo a dermatologista Ana Carolina Lage, da clínica Maria Bussade, de São Paulo, algumas pessoas têm predisposição para alergias quando são expostas a materiais utilizados na fabricação de anéis, brincos, pulseiras, colares e outros itens. “Isso está na constituição genética do indivíduo, e os problemas podem surgir desde a primeira vez que você colocar o acessório ou depois de vários usos”, conta.
O nome dessa doença é dermatite de contato alérgica. De acordo com a especialista, “os sintomas variam entre coceira, dor, irritação, alteração na textura da pele e formação de eczemas (lesão decorrente de sua inflamação). Em alguns casos, elas podem levar a quadros infecciosos e sangramentos”.
Quando comprar acessórios, informe-se sobre os tipos de materiais usados na composição. Dê preferência àqueles com menor quantidade de níquel e outros metais que causam mais alergias.Como prevenir?
Ana Carolina alerta que qualquer substância pode causar alergia. Porém, alguns materiais apresentam maior resposta negativa do corpo, como o níquel, o cobre e o zinco. Em contrapartida, a prata e o ouro possuem menor probabilidade de reações alérgicas surgirem na pele.
Por isso, fique atenta à origem do acessório e procure um bom fabricante. Uma dica é buscar itens mais “puros”, ou seja, com menor quantidade de níquel e outros metais que costumam causar alergias.
Tratamento e cuidados
O uso contínuo de acessórios com elementos causadores da alergia pode ter consequências para a pele: alteração de textura, formação de eczemas, infecções, sangramentos e até manchas.
Para se livrar do incômodo, é bem simples: evite o contato com o material ou com a substância que provoca a irritação.
“Quando sentir alguma reação estranha ao usar o acessório, a pessoa deve retirá-lo imediatamente e, caso o sintoma persista, procurar um dermatologista”, aconselha Ana Carolina.
O tratamento adequado varia de acordo com a avaliação do médico sobre o quadro clínico, mas geralmente é feito com anti-histamínicos e corticoides tópicos ou via oral.
Por fim, tenha cuidado com as soluções caseiras. De acordo com a especialista, passar esmalte no brinco ou colocar dente de alho na peça não tem comprovação científica e pode até agravar o problema.
Então, não perca tempo. Se a alergia aparecer, o melhor é procurar o aconselhamento médico.
 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Alimentos mascaram açúcar e você exagera no consumo

Até doces com fama saudável escondem valores que causam estrago na dieta

Essa dupla é velha conhecida de quem entra em dieta: optar por grelhados para reduzir o consumo de gordura e evitar doces para não exagerar no açúcar. Enquanto a primeira tarefa depende quase que exclusivamente de disciplina, a segunda reserva algumas pegadinhas. Você sabia, por exemplo, que o ketchup é rico em açúcar? E que a gelatina não é sobremesa das mais saudáveis? "A maior parte das pessoas não sabe que, assim como doces podem ter altas taxas de sódio, como é o caso do refrigerante, salgados podem ter grande quantidade de açúcar", afirma a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição, em São Paulo.

A seguir, listamos opções aparentemente saudáveis ou que, muitas vezes, não aparentam levar açúcar na composição, mas que podem ser o obstáculo que atrapalha sua meta de emagrecer. Para que a comparação fique clara, tomaremos como parâmetro um pedaço de 100 gramas de bolo de chocolate. A quantidade total de açúcar desse alimento é de cerca de 40 gramas. Todos os valores apresentados nesta reportagem foram retirados das "Tabelas de Composição Nutricional dos Alimentos Consumidos no Brasil" do Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
                                        

 

Suco natural

"O suco natural é, de fato, saudável, mas devemos lembrar que para fazer um copo de suco precisamos de várias frutas", afirma a nutricionista Cátia. Assim, o segredo para não extrapolar na quantidade de açúcar e de calorias é moderação. Prefira ainda sucos de frutas que têm grande quantidade de água, como a melancia e o melão. Por fim, evite acrescentar açúcar. "Aprenda a apreciar o açúcar da própria fruta", afirma a profissional. Para exemplificar a quantidade de açúcar, separamos o suco de goiaba.

100 g de suco de goiaba (pouco menos do que metade de um copo) = 14,81 g de açúcar
 
Barrinha de cereal - Foto Getty Images

Barra de cereal

O selo saudável também não pode ser aplicado a todas as barras de cereais. "Algumas delas contêm grandes quantias de açúcar, principalmente as de frutas", diz a nutricionista Amanda Epifanio, do Citen, em São Paulo. Ela recomenda evitar ainda opções com chocolate, que costumam ser mais gordurosas. Segundo a profissional, uma boa barra de cereais precisa apresentar mais de 2 gramas de fibras em sua composição, menos do que isso indica que ela é feita basicamente de carboidratos.

100 g de barra de cereal = 37,40 g de açúcar
 
Ketchup - Foto Getty Images

Ketchup

Condimento adorado principalmente por crianças, o ketchup têm grande concentração de açúcar. Para não colocar a dieta em risco, portanto, consuma com moderação. "Prefira ainda aqueles que apresentem o selo 'Minha Escolha', que indica que o produto passou por avaliações mais rigorosas quanto às taxas de sal, açúcar, gorduras saturadas e gorduras trans", afirma a nutricionista Cátia. Evite ainda estimular crianças a comer alimentos apenas porque estão acompanhados de ketchup. Ele não deve ser consumido diariamente.

100 g de ketchup = 22,77 g de açúcar
 
Iogurte - Foto Getty Images

Iogurte

"Algumas marcas apresentam grande quantidade de açúcar em iogurtes naturais e até mesmo nas versões desnatadas", afirma a nutricionista Amanda. Por isso, certifique-se não só de que ele é menos gorduroso como ainda de que não tem açúcar. Deixe de lado opções com complementos de chocolate, caldas e confeitos. Parar deixar o alimento mais saboroso, bata no liquidificador com frutas frescas. A própria fruta adoça o iogurte.

100 g de iogurte = 13,04 g de açúcar
 
Granola - Foto Getty Images

Granola

"Aparentemente saudável, a granola costuma ser extremamente calórica e rica em açúcar", afirma Cátia Medeiros. A mistura de frutas secas, grãos e sementes muitas vezes é acrescida de açúcar refinado, o que pode agradar o paladar, mas prejudicar a dieta. Prefira versões sem frutas secas e com açúcar mascavo que, embora calórico, oferece mais nutrientes do que a versão refinada.

100 g de granola = 26,22 g de açúcar
 
Cereal matinal - Foto Getty Images

Cereal matinal

Cereais podem ser amigos da dieta, desde que você saiba escolher o melhor produto, de acordo com a nutricionista Cátia. Nas prateleiras há inúmeras opções. Comece descartando aqueles com chocolate, coberturas ou acompanhamentos. Procure, então, as versões integrais. Por fim, busque integrais que não apresentam açúcar de adição. Para tornar a refeição ainda mais rica, adicione frutas.

100 g de cereal matinal de milho em flocos = 38,02 g de açúcar
 
Gelatina - Foto Getty Images

Gelatina

Se você sente que fez uma opção saudável ao trocar um pedaço de bolo ou torta por um copinho de gelatina pode estar se enganando. Em 2009, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor avaliou 11 opções de gelatina sabor morango, sendo quatro na versão tradicional, quatro na versão diet e três na versão zero. A conclusão foi de que o alimento continha muito açúcar ou era acrescido de adoçantes, o que fazia dele contraindicado para crianças e gestantes. Confira a média de açúcar encontrado em diversas marcas desse doce:

120 g de gelatina de morango = 7,9 g de açúcar
 

Suco de caixinha

Um estudo divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de 2010 mostrou que alguns sucos de caixinha chegam a apresentar mais açúcar do que refrigerantes. Por isso, a ideia de que sucos são sempre saudáveis não é uma verdade absoluta. Por outro lado, entretanto, sucos costumam oferecer nutrientes e vitaminas, ao contrário dos refrigerantes, nos quais nada é aproveitado. "As pessoas acabam adotando sucos de caixinha por sua praticidade, mas, sempre que possível, opte pela versão natural", afirma a nutricionista Cátia. Os dados abaixo foram apresentados no estudo da Anvisa:

100 ml de suco de caixinha = 11 g de açúcar
 
Frutas secas - Foto Getty Images

Frutas secas

Frutas secas também podem fazer parte da dieta, mas com moderação. "Como a água foi retirada do alimento, elas têm mais nutrientes e açúcar concentrados", afirma a nutricionista Amanda. Segundo ela, 30 g de frutas frescas equivalem a uma fruta inteira, sendo que muitas vezes acabamos consumindo um pacotinho que costuma ter 90 g, ou seja, três frutas. "No organismo, a frutose tem o mesmo efeito de qualquer açúcar: eleva a glicemia e, por isso, ele também deve ser consumido com parcimônia", complementa.

100 g de fruta seca ou desidratada = 38,12 g de açúcar

Use a criatividade na cozinha e ganhe saciedade comendo menos

Dá para substituir o trigo por farinha de banana e até preparar maionese de abacate

Atingir a sensação de saciedade, escolhendo os alimentos certos e na quantidade ideal, é o maior segredo das dietas que funcionam - afinal, a dificuldade não está em matar a fome depois de comer um prato de feijoada ou um sanduíche repleto de queijos e molhos, mas sim de se sentir satisfeito mesmo após um prato leve e rico em nutrientes.

As fibras encabeçam o ranking dos alimentos que mais saciam, seguidas de proteínas, gorduras e carboidratos. "Mastigar bem os alimentos e montar pratos visualmente atraentes também contribuem para que o cérebro alcance a saciedade", afirma o nutricionista Israel Adolfo, especialista em nutrição esportiva. No caso especial das fibras, vale lembrar que elas precisam ser mastigadas mais vezes e, ao formar um bolo durante a digestão, aceleram a liberação do hormônio da saciedade, o colecistocinina. Mas as dicas não param aí.

Existem truques eficientes também na hora do preparo dos alimentos e na decisão do que merece destaque na refeição. Se você quer montar um cardápio campeão na hora de matar a fome, sem calorias demais e sabor de menos, aproveite as dicas a seguir.

           
Cenoura no molho de tomate - Getty Images

Cenoura no molho de tomate

Para tirar a acidez do molho de tomate, use uma cenoura crua ralada para substituir o açúcar. O nutrólogo da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), Roberto Navarro, explica que a cenoura é um legume rico em betacaroteno, que se converte em vitamina A e é ótimo para a visão. "O sabor adocicado deste legume permite que o molho de tomate fique ainda mais saudável", afirma. Além disso, as fibras da cenoura favorecem a sua digestão. 
 
Macarrão de linhaça - Getty Images

Macarrão de linhaça

Que tal trocar o macarrão de trigo refinado, que tem alto índice glicêmico, por macarrão de fibra de linhaça? Além de ser muito saboroso, proporciona mais saúde. O nutrólogo Roberto Navarro afirma que a fibra de linhaça diminui a velocidade de absorção de gordura pelo organismo. "A linhaça tem betaglucano, componente que regula a imunidade, protege contra o câncer de intestino e controla o colesterol", afirma. Para finalizar, o nutrólogo alerta que o trigo refinado estimula a liberação de insulina, hormônio relacionado à sensação de fome. 
 
Bolo de banana verde - Getty Images

Bolo de banana verde

 O bolo feito com amido de banana verde é mais uma opção para substituir o trigo refinado. O nutrólogo Roberto Navarro conta que o amido de banana verde tem absorção mais lenta e, assim, não estimula tanto a liberação de insulina. "É uma boa opção para quem está de dieta ou tem diabetes", diz. O produto pode ser encontrado em casas de produtos naturais.
 
Pele falsa do frango - Getty Images

Pele falsa do frango

Para fugir da gordura e do colesterol presentes na pele do frango, o ideal é retirá-la. E tem como fazer isso sem torcer o nariz porque a ave fica seca ou sem gosto. O frango permanece suculento se você pincelar a superfície com gemas de ovos. "O ovo é um alimento funcional e somente 30% do colesterol dele é absorvido pelo organismo, além de contar com dois antioxidantes, a luteína e a zeaxantina", afirma o nutrólogo Roberto Navarro. 
 
couve-flor - Getty Images

Arroz de couve-flor

 A parte branca da couve-flor pode substituir o arroz o branco. A nutricionista e personal diet da Nutri & Consult, Daniela Cyrulin, assegura que esse vegetal é rico em fibras e, por isso, proporciona a saciedade. O ideal é cozinhar a couve-flor no vapor até que ela fique al dente e, depois disso, picar o máximo possível ? para aumentar a semelhança com o arroz. Acrescente um pouco de manteiga se quiser.
 
Hambúrguer com cenoura e abobrinha - Getty Images

Hambúrguer com cenoura e abobrinha

 O hambúrguer feito com a adição de cenoura e abobrinha traz mais fibras e vitaminas, que estão ausentes na carne. "A cenoura tem betacaroteno e a abobrinha, potássio", explica a nutricionista Daniela Cyrulin. Então, acrescente abobrinha e cenoura raladas à carne de hambúrguer e, para dar liga use pão integral molhado na água ou no leite de amêndoa. Faça o hambúrguer grelhado ou no forno.
 
maionese de abacate - getty images                                             
 

Maionese de abacate

 A maionese de abacate é uma opção inusitada, saborosa e nutritiva. O nutricionista Roberto Navarro explica que o óleo de abacate possui gordura monossaturada e antioxidante, o glutationa - que, na natureza, só encontrado no abacate."Os antioxidantes previnem o envelhecimento das células, inclusive as cerebrais", diz o médico. A consultora Sueli Rutkowski, autora da receita e do livro Dicas Incríveis (Editora Master Books, 160 páginas) garante que o preparo é simples e idêntico ao da maionese comum. "Basta substituir o ovo por abacate e o óleo por uma quantidade bem menor de azeite", afirma.